Que sair da maternidade e encarar o mundo com um bebê nos braços é assustador;
Que quando chegamos em casa, simplesmente não sabemos o que fazer com o bebê;
Que o leite pode demorar para descer;
Que amamentar pode doer (muito);
Que trocar fralda e dar banho podem não ser tarefas tão difíceis como imaginamos (ou se tornam fichinha perto do resto);
Que nunca nos sentiremos tão inseguras na vida;
Que vamos chorar, muito, nos primeiros dias;
Que ter quatro horas de sono diárias é um luxo;
Que comer uma refeição quente é outro luxo;
Que apesar de mortas, vamos nos negar a dormir;
Que, simplesmente, não conseguimos nos separar daquela coisa minúscula e apaixonante (é visceral);
Que dificilmente vamos conseguir cumprir o que foi planejado;
Que vamos perder o controle;
Que a nossa casa vai virar um caos;
Que vamos nos pegar fazendo coisas que jamais imaginamos (e juramos, de pés juntos, não fazer);
Que também vamos pedir colo;
Que vamos orar, pedir, implorar e fazer promessa;
Que vamos esquecer de comer e de ir ao banheiro;
Que vamos passar o dia de pijama;
Que vamos passar dias sem sequer lembrar que cosméticos e maquiagem existem;
Que vamos ficar meses sem fazer a unha;
Que vamos ficar quase carecas;
Que nossa memória vai para o beleléu;
Que choro pode ser a coisa mais desestabilizante do mundo (será que alguém já pensou em empregá-lo como técnica de tortura? Fica a dica!);
Que vamos deixar o pediatra louco de tanto ligar;
Que vamos colocar o peito para fora na frente de quem quer que seja (e nem perceber);
Que vamos esquecer o peito de fora em muitas situações;
Que cólicas de bebê podem aparecer não só uma, mas duas vezes ao dia;
Que dar comida para um bebê pode ser uma das tarefas mais desafiadoras do universo;
Que vamos querer ficar sozinhas;
Que vamos querer, desesperadamente, ajuda;
Que vamos começar a ter ainda mais medo do futuro;
Que vamos ter vontade tacar fogo em todos livros sobre maternidade que lemos;
Que vamos ter que enfrentar muitos, mas muitos, muitos, muitos palpites ;
Que vamos ter vontade de fugir do país (algumas vezes sem o filho);
Que há gente sem noção. Muuuuuuuito sem noção;
Que vamos ter que nos controlar para não matar alguém;
Que vamos nos tornar ciumentas e extremamente possessivas (mas que também passa);
Que vamos levar mais tempo do que imaginávamos para voltar à nossa antiga forma e peso (ou que isso poderá acontecer muito antes do que pensamos);
Que os dias não passam, mas que as semanas e meses voam;
Que sempre que acharmos que algo está resolvido, muda tudo de novo;
Que não há felicidade que sempre dure, nem há mal que nunca acabe;
Que entenderemos nossas mães como nunca na vida;
Que aprendemos, como nunca na vida, a sermos fortes e corajosas;
Que descobrimos ter uma força sobre humana;
Que as coisas passam a ter o seu real sentido e significado;
Que nunca mais seremos as mesmas;
Por Shirley Hilgert, autora do blog Macetes
http://www.macetesdemae.com/
https://www.facebook.com/macetesdemae
Bingo da Maternidade, :)
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| "Bingo da culpa materna" da potencial gestante |


